9 de Junho
Mais um dia daqueles em cheio, com muita actividade onde iria chegar a um dos sítios que mais me fascina à uns tempos atrás. A maravilhosa cidade de Cuzco, no meio da cordilheira dos Andes, outrora capital do Império Inca.
A chegada de avião a Cuzco às sete da manha, com o sol a nascer por trás das grandes montanhas andinas, é simplesmente fabulosa.
O avião faz um voo paralelo à cidade onde a conseguimos admirar, de ponta a ponta, onde o aeroporto, está colocado mesmo no meio da cidade. O voo faz uma volta para se alinhar com a pista e quase que as asas tocam na cidade. Fabuloso.
Cuzco é uma cidade situada a 24h de Lima de Bus, no meio da cordilheira dos Andes, a 3400 metros, e foi antes das invasões espanholas a capital do grande e fabuloso Império Inca.
É uma cidade com cerca de 300 mil habitantes, com muita pobreza, mas que também tem crescido muito nos últimos tempos, muito graças ao turismo que se tenta desenvolver na região.
A povoação é maioritariamente Quechua, denominação do povo andino, que aos poucos vai abandonando as povoações e vem viver para a cidade. A grande cidade mais perto de Cuzco é Arequipa que fica a umas horitas de distância. 18 horas. É perto.
Saí do Aeroporto e a temperatura fez se logo sentir para quem vinha do clima do Hawaii. Troquei as havainas e o calção de surf pelo meu caso de pensas de imediatoJ.
Tinha alguém à minha espera, que me levou ao Hostel e que eu tratei logo de asegurar que me fosse fazer uma visita guiada às pricipais zonas de Cuzco.
Estávamos muito bem localizados, muito perto do centro de Cuzco.
É uma cidade com uma agitação enorme, com muita gente na rua, naturais e turistas, com muito tráfego e sente-se um bom ambiente.
Começamos com um breve passeio pela manha, uma excelente forma de começar uma manha em cuzco, com um dia de sol fantástico e com um céu azul …
Começamos por um mercado nativo, onde pudemos ver um pouco de tudo. Um mercado onde os naturais, que normalmente não têm muito dinheiro vão fazer as suas compras.
Daí seguimos caminhando para o Templo do Sol. Espaço outrora construído para adoração do Deus Sol. O povo Quechua adora tudo o que vem da natureza, e as suas crenças funcionam muito em função disso. O Sol a Lua, o Condor, o Puma, a Serpente, são alguns exemplos claros da sua adoração à Pachamama (mãe terra).
Depois de observar-mos as primeiras obras e famosas construções Incas dirigimo-nos para uma zona superior da cidade para conhecer algumas descobertas arqueológicas deste povo.
As ruínas de Saqsayhuaman é um lugar arqueológico fantástico no cimo da cidade de Cuzco, que na altura serviria como muralha de protecção para a cidade, mas no fundo, a sua principal função era um altar do povo Inca aos seus deuses. As altas paredes de pedra exercem uma força de atracção brutal sobre nós. Só precisamos de estar atentos.
Aqui podemos ter uma vista soberba sobre a cidade de Cuzco, e comecei a perceber um pouquinho sobre as crenças e costumes do povo Inca. A Cruz Andina, a serpente, o puma, o condor, o sol a lua, as estrelas…
O resto da manha foi passada entre ruínas e espaços arqueológicos. Visitamos espaços, que na altura funcionavam como zonas administrativas e algumas zonas de banhos.
Retomamos ao centro da cidade de Cuzco e fomos directos para um mercado tradicional com artigos de artesanato onde podemos fazer algumas compras.
Os famosos gorros Quechuas, a enorme variedade de tapeçarias típicas da região, os diversos artigos artesanais decorativos, as pulseirinhas, fazem as delícias dos turistas que passam por estes lados. Eu não tenho é espaço, porque é tudo muito barato.
Com o passar do tempo esquecemo-nos de comer. Fomos para a Plaza Central de Cuzco que é o centro da cidade, uma praça muito bonita onde é ladeada por uma catedral imponente e uma igreja, e um conjunto de casinhas muito típicas que dão à praça um ar muito rústico e aconchegante.
Enquanto comíamos ainda fomos privilegiados com um concurso de folclore típico, mas de crianças. Foi muito giro. Todas vestidas com trajes típicos, deram muita cor e vida aquele fim de tarde na praça.
Depois de deixar a mochila pronta para as 5h30 o dia estava terminado e estava pronto para concretizar um sonho com mais de dez anos de existência.
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