Dia 5 de Junho
Acordei cheio de dores musculares, com as pernas pesadas, os músculos muito inflamados e nem o gelo de ontem me safou… Levei um empeno jeitoso levei…
Bem com um pequeno almoço às pressas ainda no apartamento, as sete e meia da manha estávamos em direcção ao aeroporto para apanhar o voo as 9h.
Tudo dentro dos conformes no chek in, se bem que fiquei logo sem champoo e gel de barbear porque me esqueci de o meter na mala. Já foi.
Honolulo, uma cidade cosmopolita, virada para o turismo de massas, com o seu centro em Waikiki Beach, muito semelhante a uma cidade algarvia em hora de ponta. Mas numa versão três vezes maior.
A cidade, ou o centro vive do comércio tradicional e do outro, dos restaurantes, dos hotéis, das lojas de surf, da praia, etc…
É uma cidade que atrai muitos nipónicos, que aqui vêm passar ferias, trabalhar e muito deles só casar… pelos vistos parece que está na moda casar no Hawaii.
Realmente à primeira vista, ficamos fascinados com a quantidade de lojas de marca, com as luzes, com as limusinas a passar a toda a hora, com os restaurantes fantásticos, mas depois do impacto inicial a cidade diz-me muito pouco… O que não me disse muito pouco foi o mar, foram as ondas, foi o espírito de surf que se vive à volta deste espaço.
Depois de colocadas as malas e um almoço num restaurante famoso pelos seus hambúrgueres. Lá vamos nós atrás da comida fast food… Por acaso até eram bem agradáveis e nada estilo fast food, num espaço fantástico mesmo em frente a Waikiki Beach.
Estava mortinho por entrar dentro de água.
Não será preciso dizer que mal cheguei à praia a primeira coisa que aluguei foi uma prancha e mandar-me para dentro de agua.
É impressionante o espírito de surf que se vive aqui.
Surfa a mãe, o pai, a filha, o filho, os gordos os magros, toda a gente que se tem a percepção que é de cá, passa de prancha na mão. Nunca tinha visto uma coisa destas. Parece que lhe está no sangue. Não interessa se surfam muito ou pouco, esta lhes no espírito. E é domingo e naa é preciso dizer que o pequeno areal estava repleto de gente
Então a minha tarde foi mesmo no centro de Wiakiki, com uma malibu, porque não encontrei nada mais pequeno para se alugar, a aproveitar o mar quente para poder surfar, onde se pensa que nasceu o surf.
As ondas de metrinho, mesmo ao meu jeito, foram excelentes para sentir o surf no Hawaii..
A água límpida e quente, com o coral por baixo fazem e tornam este momento especial.
As ondas estavam a entrar bem outside, então à medida que me ia aproximando e vendo a quantidade de gente que estava a surfar e posso vos dizer que acredito que estariam acima das 300 pessoas dentro de água, mas com um espírito de partilha e com uma atitude muito diferente daquilo que se vê nos nossos picos em Portugal, que toda a gente passa uns por cima dos outros. Enfim muito diferente…
Passei uma hora e pouco dentro de água e saí desconsolado por não estar lá mais tempo…
Uma experiencia que nunca mais hei-de esquecer…
O resto da tarde foi passado na praia a contemplar todo aquele envolvimento.
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