1 de Junho de 2011
É verdade… estou prestes a realizar um sonho.
Lembro me de ser adolescente e começar a ouvir falar da cidade de Cuzco, da cidade perdida de Machupichu, do Inca Trail, da ligação do povo Inca com a natureza.
Como apaixonado pela natureza que sou, estes próximos 4 dias vão ser uma experiencia única e marcante para mim e tenciono vive-los de forma plena para conseguir sentir e viver o verdadeiro espírito de Machupichu na sua plenitude.
É de certeza um dos treck mais famosos do mundo, e de certeza o mais famoso da America do Sul. São 4 dia em pleno terreno de montanha, quase sempre acima dos 3000 metros de altitude, com passagens acima dos 4000 metros, de dificuldade moderada, onde podemos viver 4 dias de pleno contacto com povoações isoladas do interior dos Andes, podemos caminhar por caminhos construídos e utilizados pelos quechuas à mais de 700 anos atrás, e vislumbrar paisagens e montanhas fabulosas que não à palavras e imagens que as descrevam.
Eram 6 da manha e estava à porta do hostel de mochila as costas à espera pelo tranporte que me levaria a Piscacucho o famoso km 82, onde começa o Inca Trail.
Essa viagem foi um bocado turbulenta. Não consegui dormir muito, e também não posso precisar ao certo quanto tempo foi, mas certamente mais de duas horas. Tive aqui o meu contacto com os nossos heróis carregadores que nos iriam acompanhar neste sonho.
Antes do km 82, paramos na última povoação,Ollantaytambo, o último sitio com algum cheiro a civilização, onde me deliciei com uma excelente panqueca e um mate de coca para dar energia para caminho, num cafezito muito humilde.
Depois das devidas burocracias para entrar no caminho, iniciamos a nossa marcha cerca das onze da manha.
O plano de marcha para o dia era muito fácil. 10 km em terreno plano, estilo caminho arenoso, de fácil acesso. Iríamos subir dos 2750 até aos 3000 metros.
Com o rio Urubamba à nossa esquerda fizemos o caminho de forma bastante tranquila, íamos constantemente sendo ultrapassados pelos “porteadores”, carregadores como nós lhes chamamos, que me deliciaram durante toda a viagem (mais tarde irei falar deles).
O caminho como disso é plano, com ligeiros desníveis, facilmente transpostos, cruzamo-nos com locais que viveis em pequenos locais, que não chamo civilizações, que vivem da agricultura local e da venda de água e snacks aos caminhantes que passam por aquelas paragens.
Pois, assim não foi. A esta hora, os meus amigos carregadores tinham montado uma pequena tenda, onde de um lado cozinhavam e do outro tinha uma mesa para podermos comer com alta qualidadeJ. Fiquei completamente surreal, não estava nada à espera.
E a comida?? Deliciei-me.. Sopa quente, pão de alho para entrada, e depois um lombo saltado e para terminar uma chá de coca. Tudo feito pelos carregadores, mesmo ali à nossa beira. Fabuloso.
Depois de sair do estado de choque, no bom sentido claro, iniciamos de novo a marcha até um lugar onde podemos observar as primeiras construções, já recuperadas e ainda em recuperação dos tempos dos Incas.
Vislumbramos e admira-mos Llaqtapata ePulpituyuq. Seriam ambas locais, pequenos locais que os quechuas usavam para descansar nestas paragens.
Podemos falar em construções dos tempos dos Inkas.
Seguido o caminho chegamos a uma pequena povoado onde iríamos ter o nosso primeiro acampamento. Mal chegamos ao local, tenhamos as tendas montadas, prontas a podermos descansar um pouco. Digo eu para mim: não estou nada habituado a isto. Os carregadores trataram de tudo.
Tempo para sacar algumas fotos, descansar os pés e um pequeno banho de dodotsJ.
Hora de jantar. Estes tipos não para de me surpreendes.
Deito-me no meu saco cama e agradeço.
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