16, 17 e 18 de Junho.
Estes dias na selva foram fantásticos para recarregar as minhas baterias. Foi o ambiente ideal para relaxar e conhecer um Mundo desconhecido e mágico.
A minha máquina depois de uma noite dentro de uma bacia de arroz voltou à normalidadeJ. Problemas com a máquina afligem-me um pouco.
Mochila de novo pronta, pequeno-almoço fantástico, como sempre com muita fruta e esquisita, que não consegui decorar o nome e comida típica da zona.
Tempo para uns últimos souvenirs e com alguma nostalgia me despeço daquele lugar…
Mais um lugar onde a mística, o mistério e o desconhecido dominam. A mim fascinam me estes lugares…
Após 3 alteraçoes de planos de viagem, isto porque os motores dos barcos não queriam funcionar… a selva queria que ficasse, não lhe pude fazer a vontade.
A viagem de regresso foi mais curta. Uma viagem onde me envolvi profundamente com os meus pensamentos enquanto vislumbrava as margens do Tambopata.
Chegado a um pequeno porto, esperava-me um táxi que me levaria exactamente ao Aeroporto. Um porto com muito poucas condições que serve todos os lodges e todas as comunidades que vivem na beira do rio.
Depois de uma viagem engraçada, cruzando ambientes de selva e zonas de pasto, cruzando-me com veículos diferentes, e conduções arrojadas, chegamos bem ao aeroporto.
A viagem curta entre Cuzco e Puerto Maldonado é curta, mas volto a sentir a amplitude térmica e a diferença de altitude.
Agora sim, quero sentir Cuzco.
Cuzco, capital do antigo Império InKa, é uma cidade muito agitada, com tanto de bela, mística, cheia de história, onde nos sentimos cada vez melhor à medida que o tempo passa.
Uma cidade com um tráfego imenso e caótico, onde domina a lei: safa-se quem puder. Os táxis são o fim do mundo, passam a toda a hora, carros pequenos, a desfazer-se, a maioria, com pneus vazios, todos amassados, modelos que nunca ouvi falar. Os taxistas, alguns metem medo, outros são simpáticos e bem-dispostos. É uma pechincha viajar aqui…
O Perú é uma potência mundial em artesanato, estão sediados aqui os mais o famosos artesãos do Mundo e o que é facto é que aqui a cada três metros em qualquer parte da cidade, vemos as famosas “tiendas” cheias de objectos invulgares, têxteis deliciosos cheios de cores para vários fins, imensos artigos decorativos. Se não são as Lojas, é mesmo na rua, que mal conseguimos respirar porque nos estão sempre a abordar para comprar qualquer coisa. Ou quadro com pinturas giríssimas com símbolos Inkas, ou gorros e têxteis típicos de Cuzco, ou bonequinhas, etc…
Experimentar a comida típica e os doces regionais é sempre um prazer.
Em Cuzco existe de tudo, temos as frutas exóticas e as casas de sumos, as pizzarias saltam a toda a hora, as casas com referência a comida regional são extremamente simpáticas e todos os restaurantes, por mais diferentes que sejam, mesmo do ponto de vista económico, têm todos um ambiente tão bom, que na hora de decidir fico mesmo vacilado e vai mesmo à sorte. Talvez por ser tudo tão diferente.
A noite de Cuzco… é de domingo a domingo…
Encontramos aqui gente de todo o lado, que se apresenta mal se senta à nossa beira e nos faz sentir logo à vontade e descontraídos. Gente que está aqui à uns dias, gente que se instalou por mais do que uns dias, gente que começou a trabalhar aqui e vai ficando.
Vivi a música latina, no seu verdadeiro ambiente e a sensação é muito diferente.
Cuzco tem bares do outro mundo. Numa decoração muito rústica e apelativa as sensações, cheia de simbolismos que nos faz viajar nos sentidos e nas sensações. Dei por mim a brindar a tomar um copo , a conversar com pessoas que tinha conhecido à pouco tempo. Isto de sermos sociais tem o seu lado de bomJ.
Nestes dias em Cuzco vive-se uma festa parecida com a nossa Queima das Fitas, ou melhor com o cortejo.
Cada dia, porque são vários, cada Universidade, Faculdade, tem o seu dia de cortejo, onde apresentam as suas danças, os seus adereços, as suas cores mesmo na grande e fantástica Plaza de Armas de Cuzco.
Nas manhas vive-se um ambiente contagiante, de mistura de cores e rituais que se vão apresentado as milhares de pessoas que ali estão horas para ver os estudantes desfilar. Ambiente muito muito giro.
Sempre que passo nesta praça me deixo ficar ali por uns momentos.
É daqueles lugares bonitos, mas que têm mais do que bonitos, prendem-nos. Sinto-me mesmo bem ali.
Tem um ar místico, rodeada por casas típicas e igrejas fascinantes a praça parece que apresenta diferentes ares à medida que a luz do dia passa.
Sempre cheia de ambiente, na praça as crianças correm para nós e num inglês muito a arcaico ou num espanhol no perguntam o nome, idade e de onde somos. Parece que engoliram o disco. Num discurso descontraído vêm-nos tentar vender qualquer coisa.
Infelizmente Cuzco tem o reverso da medalha. Muita pobreza e vida em condições menos favoráveis.
Estes dois dias em Cuzco deu para sentir a mística, a envolvência, e, na hora de partir fica alguma tristeza e melancolia. Pelas pessoas que conheci, fascinantes, que me trataram super bem e me mostraram um pouquinho mais da vida de Cuzco, pelos imensos passeios sozinhos que fiz, simplesmente à procura de momentos, pelas aventuras que passei.
Obrigado Cuzco.
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