20 de Junho
Acordo para ver o nascer do sol na Ilha dos Uros.
Subo ao cimo de uma torre de madeira e espero uns minutos para ser contemplado pelos primeiros raios de Sol.
A pequena ilha está em silêncio. Começam-se a ouvir os primeiros sinais do acordar da ilha
Que energia óptima, os primeiros raios de sol batem-me na cara e à minha volta tudo começa a ficar iluminado por aquela luz ténue que vai aquecendo o dia. Ao longe vejo a cidade de Puno a começar a ficar iluminada, e aos poucos os raios vão incidindo sobre as ilhotas e suas cabaninhas dando-lhes uma cor amarelada que torna o ambiente especial e extremamente bonito e estético.
Sinto na cabana a ilha a acordar. O senhor Luís a partir de barco para ir fazer umas compras a Puno de necessidade, o Xavier, um rapaz que ajuda na ilha a tirar água do rio com uma bomba manual e artesanal, para servir de apoio à cozinha e as meninas a preparar as bancas de venda de artesanato. Isto às seis da manha.
Acordo para tomar o pequeno-almoço, sentado no chão de palha da ilha e com um sol quente a bater-me na cara.
O lago Titicaca é um lago com uma imensa extensão, situado no Altiplano do continente Sul Americano, a 4000 metros de altitude. É rodeado por terras peruanas e bolivianas e tem uma extrema importância na vida de 25 milhões de habitantes.
O lago tem 36 ilhas de terra firme, umas maiores que outras, umas habitadas outras não. É um ponto de entrada de energia no Planeta Terra.
Vou visitar ilha de Taquille, considerada pela UNESCO como património da humanidade, pois aqui estão sediados os melhores artesãos de têxteis do Mundo.
Desembarco num pequenino porto e subo um empedrado para chegar ao cimo da ilha.
A cultura aqui do bordado é levada muito a sério.
As crianças desde pequenas são habituadas a tecer e a bordar. Fazem peças magníficas, de onde saliento os bonitos gorros e cintos, bolsinhas de tiracolo e outras coisas demais.
É um pequeno povo que vive aqui, se a memoria não me escapa 200 pessoas, mas com uma identidade cultural muito forte, das maiores do Peru.
Subo pela encosta acima e fico maravilhado com a paisagem da ilha para o lago. É de cortar a respiração.
Continuo o um caminho e para comer uma truta, que foi a melhor que comi. Fabulosa. De chorar por mais.
Desço até ao barco, e numa viagem onde passo palas brasas, regresso a Puno.
Chegado, instalo-me no meu hostel, um edifício escondido nas ruas mal amanhadas de Puno. Tudo muito escuro e muito feio.
Lá me oriento, tomo um banho com um chuveiro eléctrico, com uma água tépida, preparo a mochila para o dia seguinte e saio ao final da tarde para ir dar uma volta.
A cidade de Puno é uma cidade feia, com vistas maravilhosas, mas a cidade é horrível. Prédios inacabado, ainda em tijolo, outros destruídos, sem nenhuma ordem na construção. A cidade tem muito lixo e é tudo muito confuso e amontoado.
As ruas enchem-se de pessoas, entram e saem dos táxis colectivos, vendedores ambulantes de tudo mais alguma coisa espalham-se pela rua. Vendem pão, bebidas alcoólicas, sandes, sobremesas, tudo artesanal. Até tangerinas descascadas vi a venderJ.
Os vendedores amontoam-se pela rua, uns atrás dos outros em pequenos carrinhos ambulantes. Não é que as coisas até têm bom aspecto! Não arrisco.
Procuro um restaurante para comer qualquer coisa e acabo por assistir a um espectáculo ao vivo de música e dança peruana. Giro!
A minha ultima noite no Perú
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